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Eu e Meu Período Fofo

07/08/2011

Aviso: Não, esse não é um post sobre meus culotes.

Eu me considero romântica. Ao mesmo tempo, me vejo como uma garota meio desconsertada, que curte coisas estranhas, não-populares, alternativas etc.
Nos últimos meses, eu estava na fase mais agnóstica de amor possível, chata pra cacete com relação à música, filmes e tudo mais. Eu até tolerava ver uma comédia romântica, mas preferia mil vezes assistir a um drama daqueles pesadíssimos. Até escutava músicas bonitinhas que recordam a infância e adolescência, mas escolhia o estilo "sex & violence" bem mais frequentemente.
Esse mês, percebi o romantismo voltando. Sim, isso se deve a mais uma de minhas desastradas histórias de amor. Dessa vez não é um cara que conheci no ônibus. Trata-se de um amigo, mais novo que eu, por sinal, bobo e adorável.
E eu neguei, neguei, por mais que todos os nossos amigos insistissem que nossos olhos brilhavam na presença um do outro, eu neguei. Nunca dei muita sorte nessas coisas. Meu namorado mais firme foi o mais imbecil, e me deixou um vazio enorme no que chamam de despertar para o amor. Não é que eu seja amarga, desiludida e traumatizada nessa área. Eu só acho, achava (não sei mais) que essas coisas não são para mim. Até me enxergo namorando por vários e vários meses, conhecendo a família, fazendo aqueles programinhas. Mas a verdade é que eu enxergo outra pessoa fazendo isso, uma versão melhorada de mim, uma Patrícia diferente.
Além do mais, o que há entre nós dois é tão infantil, aquela coisa de acelerar o coração a um simples toque na mão. Isso nunca aconteceu comigo, exceto antes dos 14 anos. Me sinto uma poliana quando estou com ele. Fico tão boba, me sinto num filme dos anos 50.
Não sei até quando isso vai durar, sou tão inconstante. Amanhã posso acordar com vontade de mandar todo mundo pra p#$* que p@&%!, vontade de ver coisas estranhas dos anos 70, gente louca e sem paixão, suicidas, ouvir Punk Rock e me embebedar. Mas acho isso improvável. Estou insuportavelmente feliz e encantada.

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No momento, estou assistindo o dorama mais cutesco possível. Viciei mesmo nessas maravilhas orientais. Como sempre, estou um pouquinho lenta para assistir, ainda estou na metade. Mas já posso adiantar que é muito querido pelos dorameiros, e não é a toa; é lindo, engraçado, tem a Gae In e o Jin Ho, que fazem você se apaixonar instantaneamente. É bobinho, em vista de novelas brasileiras e séries americanas, mas e daí? Quando a gente não deixa nosso cérebro se isolar num mundinho de conto de fadas, temos o direito de deixá-lo respirar um pouco.


Like Rabbits

21/06/2011

Atenção: Post escrito em um momento TPM/feminismo abundante. Por alguma razão, as pessoas devem achá-lo hilário, mas saibam que em algum ponto há seriedade de minha parte. Tenho dito.

Hoje eu deduzi algumas coisas sobre homens. Considerando que esse é um assunto recorrente em minha mente, há de se pensar que não é nada demais. Ou, levando-se em conta o fato de nosso cérebro ter mania de plagiar algumas coisas (li isso numa edição da revista Mundo Estranho, era alguma coisa do tipo...), pode ser que eu tenha ouvido isso em algum lugar, não dado a devida importância na hora, e agora *clic*, que ideia genial me ocorreu!
O negócio é que eu sou insuportavelmente espontânea. Eu não tenho vergonha, sou espaçosa, sou um ser bastante estranho e animado, como alguém que tomou 3 litros de café com ecstasy. Obviamente, se você me ver no ônibus ou fora da minha zona de conforto, eu não estarei dançando em cima dos bancos nem nada disso. Mas o fato é que eu sou realmente impulsiva.
Baseado nisso, um amigo hoje me perguntou qual milagre divino não me permitia agarrar todo cara que eu desejasse, tamanha é minha cara-de-pau. Se você não sabe o desastre que eu sou com os homens, leia aqui. Eu só respondi que não faço isso porque tenho consciência de que os homens são como coelhos; qualquer movimento brusco e eles fogem assustados. Meu amigo rashou isopores como se eu fosse a maior comediante de stand up que já existiu. Mas eu permaneci séria. É verdade, não?
Homens agem, muitas vezes, como um joelho machucado e sensível. Que porra, ninguém pode tocar, ninguém pode falar nenhuma palavra fora do script montado que passam pra nós, garotas, na adolescência. Quem acha que eu estou viajando, abra qualquer revista no estilo Capricho (eu perdi meu dinheiro nessa droga por 2 anos), que você verá algo como "O que fazer para o garoto não te achar louca". Obviamente não nessas palavras, mas poxa, WHAT THE FUCK! Por que precisamos nos moldar à frescura dos homens? Por que precisamos ter um código de conduta controlando cada sorriso ou palavra no primeiro encontro? Precisamos mesmo ser robôs para que eles gostem da gente?
Eu não estou querendo dar uma de "mulher dos anos 60 que queimou os sutiãs"_se eu estiver equivocada, me desculpem, não sou exatamanete boa em História, ou seja lá o que for. Eu só me pergunto por que essa mecânica toda. Não podemos simplesmente ser nós mesmas? Será que os homens não vão suportar saber que nós rimos muito quando ficamos nervosas, ou que nós gostamos de sexo tanto quanto eles, ou ainda vão nos achar umas vagabundas só porque nós os agarramos, assim, do nada? Se for isso, eu juro, eu vou virar lésbica!

Quinta

17/06/2011


Ultimamente estou com tantas ideias e sem articulação suficiente para colocá-las aqui no blog. Sabe quando você sabe uma coisa, mas não sabe explicar?
Hoje me sinto esquisita. Não costumo beber. Tá, é mentira. Toda vez que saio_ o que tem se tornado um pouco mais frequente depois que arranjei um emprego._, não tem a mínima graça se eu não ficar ao menos "alegre". Eu não bebo muito. Só bebo rápido, e o tempo todo, e sempre coloco um montão de vodka e só um pouquinho de refri/suco/seja lá o que for. Ok, talvez eu beba muito. Mas isso é só quando eu saio.
A frequência não me preocupa. O que me fez refletir ontem foi sobre o quanto eu gosto da sensação de estar levinha. O quanto eu glamorizo a pessoa com um copo na mão, a atitude. Será que devo ficar alerta?
Ontem no "apertamento" de um amigo, numa reuniãozinha, eu fui a atração principal. Receber tanta atenção, de alguma forma, me envaidece. Deus, o que há de errado comigo? No fim, quase quebrei foi o pescoço descendo cinco andares de escada.
E pude perceber a decepção no olhar de uma garota que eu realmente gosto. A mãe dela é alcoólatra, e ela tinha acabado de deixar a mulher bêbada no sofá de sua casa. Conviver com isso desde a infância, isso sim é ter problemas familiares. Ainda assim, ela é uma pessoa maravilhosa. E eu lhe devo desculpas por ser uma tremenda de uma imbecil.

Exagerei

01/06/2011

Eu estou feliz, sabem o porquê? Porque eu percebi que nada_ absolutamente nada_ do que eu realmente queira está tão distante de mim.
Aaah o advento das redes sociais... quem disse que elas não aproximam pessoas? Isso mesmo, gente, eu conheci o garoto do ônibus. E... ele é legal! Por enquanto é só o que eu descobri. E não, ele não é tão sexy a ponto de me proporcionar um orgasmo apenas com um olhar. Deus, o que há na minha cabeça? Mas ele é bonito, não-feio pelo menos, e parece ser legal. Aaah, como eu sou boba!
Continuamos conversando, por msn principalmente, porque pessoalmente o máximo que eu já fiz foi tocar no braço dele.
O Rafa analisou uma conversa nossa e disse que ele me quer. Hahaha!


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