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Like Rabbits

21/06/2011

Atenção: Post escrito em um momento TPM/feminismo abundante. Por alguma razão, as pessoas devem achá-lo hilário, mas saibam que em algum ponto há seriedade de minha parte. Tenho dito.

Hoje eu deduzi algumas coisas sobre homens. Considerando que esse é um assunto recorrente em minha mente, há de se pensar que não é nada demais. Ou, levando-se em conta o fato de nosso cérebro ter mania de plagiar algumas coisas (li isso numa edição da revista Mundo Estranho, era alguma coisa do tipo...), pode ser que eu tenha ouvido isso em algum lugar, não dado a devida importância na hora, e agora *clic*, que ideia genial me ocorreu!
O negócio é que eu sou insuportavelmente espontânea. Eu não tenho vergonha, sou espaçosa, sou um ser bastante estranho e animado, como alguém que tomou 3 litros de café com ecstasy. Obviamente, se você me ver no ônibus ou fora da minha zona de conforto, eu não estarei dançando em cima dos bancos nem nada disso. Mas o fato é que eu sou realmente impulsiva.
Baseado nisso, um amigo hoje me perguntou qual milagre divino não me permitia agarrar todo cara que eu desejasse, tamanha é minha cara-de-pau. Se você não sabe o desastre que eu sou com os homens, leia aqui. Eu só respondi que não faço isso porque tenho consciência de que os homens são como coelhos; qualquer movimento brusco e eles fogem assustados. Meu amigo rashou isopores como se eu fosse a maior comediante de stand up que já existiu. Mas eu permaneci séria. É verdade, não?
Homens agem, muitas vezes, como um joelho machucado e sensível. Que porra, ninguém pode tocar, ninguém pode falar nenhuma palavra fora do script montado que passam pra nós, garotas, na adolescência. Quem acha que eu estou viajando, abra qualquer revista no estilo Capricho (eu perdi meu dinheiro nessa droga por 2 anos), que você verá algo como "O que fazer para o garoto não te achar louca". Obviamente não nessas palavras, mas poxa, WHAT THE FUCK! Por que precisamos nos moldar à frescura dos homens? Por que precisamos ter um código de conduta controlando cada sorriso ou palavra no primeiro encontro? Precisamos mesmo ser robôs para que eles gostem da gente?
Eu não estou querendo dar uma de "mulher dos anos 60 que queimou os sutiãs"_se eu estiver equivocada, me desculpem, não sou exatamanete boa em História, ou seja lá o que for. Eu só me pergunto por que essa mecânica toda. Não podemos simplesmente ser nós mesmas? Será que os homens não vão suportar saber que nós rimos muito quando ficamos nervosas, ou que nós gostamos de sexo tanto quanto eles, ou ainda vão nos achar umas vagabundas só porque nós os agarramos, assim, do nada? Se for isso, eu juro, eu vou virar lésbica!