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04/06/2011

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Peguei esse meme no blog Azul Calcinha. É um ótimo pretexto para relembrar meu passado. Volta e meia me pego pensando na minha infância e adolescência. Eu era a mesma boboca que sou hoje, a diferença é que eu não tinha consciência disso. Let's do it.

Há 10 anos...
Eu tinha 10 anos, estava na quinta série, me adaptando ao "Ginásio" como era chamado na época. Li meu primeiro livro de verdade, A Odisséia de Homero, mas numa versão para crianças. Não me interessava por meninos, ainda. Era a mais nova da sala, considerada cdf, chatinha, puxa-saco de professores. Só assistia Drangon Ball e Pokémon, hahaha.
Há 7 anos...
Eu tinha 13 anos, estava na oitava série, e estudava em um colégio público tradicional da minha cidade. Os professores eram ótimos e se importavam com os alunos. Conheci minha melhor amiga Lore, comecei a curtir uma música mais alternativa e virei "rockeira". Aqui na minha cidade é assim: ou você é rockeiro ou pagodeiro. Não importa se você curte Restart, você é rockeiro. Ecaa!
Bom, foi nessa época também que desbravei o famoso mundo da internet. Até então, era uma coisa fora da minha realidade. O primeiro site que visitei foi o da Avril Lavigne. Em seguida, entrei no bate-papo da Uol, conhecido também como Point da Pedofilia.
Há 6 anos...
Com 14 anos eu era punk, vegetariana, mas, por incrível que pareça, ainda virgem. Ainda tinha os cabelos cacheados e longos, ainda tinha cara de bebê. Fiz uma tatuagem escondido dos meus pais, que só foi revelada 2 anos depois.
Conheci muita gente interessante da cena Rock de Vitória da Conquista. Como disse Christiane F., eu subia e descia entre as estrelas. Christiane F., aliás, era minha ídola (nossa...), eu era absolutamente cabeça de vento.
Na escola, matava duas, três aulas por dia, e no final do ano, obviamente tomei bomba. A razão disso até hoje é um espaço em branco em minha cabeça.
Mas por trás de toda essa rebeldia, havia uma garota romântica, que sonhava com um garoto "alternativo, de cabelo desgrenhado e All Star, sensível e de pele de bebê".
Nessa época, meus distúrbios alimentares começaram a dar sinal.
Há 4 anos...
16 anos, mudança total. Passei de Punk Girl a Patricinha Insuportável. Estava no segundo ano do Ensino Médio, e só me importava com minha imagem. Estudar, namorar, curtir com os amigos, nada disso importava, tudo que me interessava era meu peso na balança.
Eu preferi esquecer parte desse ano, para não ficar pensando como poderia ser diferente. Mas eu me lembro que eu ficava com vários meninos, desisti da escola em Novembro e pintei meu cabelo de loiro.
Há 2 anos...
Tudo que eu sempre tinha sonhado para minha maioridade não aconteceu.
Eu estudava à noite, correndo atrás da minha formação do Ensino Médio. O ano começou difícil, pois minha mãe teve uma crise de Depressão que, de certa forma, me afetou também.
Estava desempregada, fazendo um curso horrível de Operador de Telemarketing.
Tomava anfetaminas, o que me fez fazer loucuras e passar dias seguidos sem dormir.
Foi um ano realmente ruim.
Ontem...
Ontem foi um dia longo. Passei a tarde organizando uns documentos no meu trabalho, da forma mais sonolenta possível. Eu geralmente não sou assim, mas ultimamente, meus problemas de insônia retornaram.
Hoje...
Tive curso de Inglês. Fiquei bastante irritada por algumas pessoas terem pegado no meu pé, simplesmente porque eu estava quieta. Eu não sou obrigada a rir o tempo todo não, gente!
Dormi a tarde inteira.
Amanhã...
Planos: fazer as unhas, arrumar o quarto, lavar algumas roupas, visitar algum amigo.
O que realmente acontecerá: fazer as unhas, lavar uma roupa que vou precisar e deixar o restante para depois, internet, internet, arrumar o quarto de madrugada, internet.

Relendo Velhos Diários

03/03/2011

Ultimamente tudo me remete aos meus 14 anos; o disco Let It Be, um poema de Denise Arielle, juntar moedas, Christiane F., vegetarianismo...
Engraçado, a gente fica louco para a adolescência acabar logo. Mas quando chega os 20 anos, e você vê que não tem volta, lá está você feito um pato, sem saber o que fazer. Queria eu ser decidida.
Aqui está o poema:

When
Quando tudo se fecha
e o seu amor te deixa;
Quando o mundo se abre
e você quer que ele acabe;
Quando a música que você gosta não toca
e alguém do seu lado te provoca;
Quando você tenta fazer tudo certo,
mas existe sempre uma garrafa de vodca por perto;
Quando a vida te deixa triste
e você, com medo de tudo, desiste;
Quando você não consegue afinar seu violão
e com raiva de tudo, o joga no chão;
Não existe nada a fazer,
apenas trancar a porta do quarto e beber.
Acho que tudo sempre fica no oculto,
e no oculto sempre existe um pouco de tudo.
Mas acho que isso não tem nada a ver,
e já disse que não existe nada a se fazer.
Mas quando tudo se fecha
e o seu amor te deixa,
você sempre espera que algo de bom aconteça.
Denise Arielle


(Dica musical de hoje: John Legend. O cara é realmente uma lenda).